Empatia.

balc3b5es
Imagem da internet

Eu sempre me lembro de uma historinha que li numa daquelas cartilhas escolares de mil novecentos e Araci de Almeida. nela um garotinho mudou de cidade e ficou muito preocupado com a nova escola, de como seria recebido, afinal sempre estudara na mesma escola e conhecia a todos desde sempre, mas volta e meia via os novatos passando por maus bocados.

Na nova escola ele foi muito bem recebido por uma galerinha da pesada, molecada alegre e afeita a brincadeiras. Nem de todas as brincadeiras ele gostava, mas o medo de ser rejeitado fazia ele se calar.

Até que um dia, na hora da saída, eles seguiam fazendo a algazarra costumeira, mexendo com as meninas, espantando os animais e soltando piadas dos mais velhos, quando se depararam com um menino muito humilde, pés no chão, roupa surrada,  que vendia balões de ar. Logo chamaram o garoto com o pretexto de interesse em seu produto, mas assim que ele se aproximou foi cercado pela turma, enquanto o vendedor chorava e tentava proteger seu ganha-pão, gritando que lhe deixassem em paz, uns furavam os balões com alfinetes, outros soltavam os balões para que fossem embora e os demais se riam a valer. O garotinho sabia que aquilo era muito errado e sua vontade era acabar com aquilo e proteger o menino pobre, mas o medo lhe paralisava e ele ficou impassível até que não restou nenhum balão e o menino foi embora, cabisbaixo, pisando descalço as ruas quentes de paralelepípedo, parecia até que chorava baixinho.

Hoje as regras são ditadas pelas redes sociais e o linchamento virtual é comum e constante. Muita gente não concorda e até reprova certas atitudes, mas ignoram, se calam ou até aderem, com medo da reação da turma. A sociologia chama isto de “comportamento de manada”, que é a tendencia humana de se comportar como os ruminantes se estiver em grupo. Você não precisa agradar o outro, você não precisa da aprovação do outro. o que você não pode deixar de fazer de maneira alguma é se colocar sempre no lugar do outro. Seja antes de falar ou de agir. isso é o que chamam de empatia.  Não fure os balões do menino pobre para se sentir incluído, e não deixe que os outros o façam!

“O certo é o certo mesmo que ninguém esteja fazendo e o errado é o errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo.”

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.